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ESPECIAL ADESTRAMENTO
A BASE PARA TODAS AS MODALIDADES

Da origem à atualidade brasileira
Falar em adestramento é falar em harmonia entre cavalo e cavaleiro. Não existe outra modalidade que se iguale a essa quando o assunto é sintonia. Afinal, nas demais, o que se vê é sempre uma luta constante entre o animal e quem o está montando, na busca de melhores resultados, de vitórias, de conquistas.
E, a cada ano, o Adestramento vem buscando melhorar essa harmonia. A modalidade - desde o seu aparecimento - evoluiu muito. Conjuntos vitoriosos há 20 anos, hoje não seriam competitivos. O objetivo é atingir o ideal, o máximo, fazendo com que o cavalo realize cada vez com mais beleza e desenvoltura os seus diferentes movimentos.
Escola alemã
Em todos esses anos de existência, o Adestramento evoluiu, buscou novos caminhos e acabou provocando divisões. Surgiram diferentes escolas da modalidade, como a Alemã, a Espanhola, a Portuguesa - Lusitana -, a Francesa e a de Viena, entre outras. E, hoje, o que se vê é o predomínio da escola Alemã. que nos últimos 20 anos mostrou ser mais competitiva e vem dominando a modalidade em nível mundial. Seus cavaleiros conquistam as mais importantes competições, entre as quais os Jogos Olímpicos.
Os números mostram essa superioridade alemã. Hoje, a Alemanha conta com 17.440 provas de Adestramento por ano, com nada menos do que 317.143 participações. No Brasil, o total de provas por temporada é de 2000
Adestramento no Brasil
O Adestramento vive o seu melhor momento no país. Atualmente, mais de 25 conjuntos estão em condições de disputar provas da série forte (São Jorge e Inter I) - um número nunca antes alcançado. Sem contar que vários cavaleiros adquiriram bons cavalos europeus e estão dedicando muito tempo a um intenso treinamento, garantindo um aumento na motivação e no nível técnico. Mas ainda é preciso evoluir muito para competir de igual para igual com as grandes forças do Exterior. Chegar a esse nível é o grande objetivo, sonhando com uma participação nos Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália, no ano 2000.
A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), vem realizando um importante trabalho com a contratação do técnico alemão Wolfgang Michaelis e a introdução de novas reprises, levando a uma visão voltada para o futuro.
Assim, o Adestramento brasileiro está renascendo. Um desenvolvimento que pode ser notado facilmente de cinco anos para cá, quando o esporte ganhou em importância entre os que vivem o dia-a-dia do hipismo e passou a contar com um maior intercâmbio, não só com a América do Sul, mas também com a Europa. Sem falar no aumento do número de cavaleiros e animais e na realização de vários torneios internacionais no país, inclusive com a presença de juízes do exterior. Um crescimento impulsionado pela dedicação dos que estão voltados para a modalidade.
Todo esse bom momento pode ser sentido no ano passado, quando o Brasil foi destaque no Campeonato Sul-Americano, em Santiago do Chile, garantindo a melhor performance do país na história da competição, com ouro no individual e prata por equipes.
Nomes como o do coronel Sílvio Marcondes, Silvia Boer, Jorge Ferreira da Rocha, Orlando Sarhan, Lica Diniz, Pia Aragão, Donald Stewart, Sandra Albuquerque, Micheline Schulze e Ingrid Troiko, entre outros destaques, são sempre lembrados quando o assunto é Adestramento no Brasil. Sem falar na francesa Marietta Almasy, que montando Quixote Dakar obteve as duas qualificações necessárias para participar dos Jogos Olímpicos.
Hoje, o Brasil é destaque em nível sul-americano. O trabalho agora, está voltado para colocar o país em condições de participar das grandes competições internacionais. E, para isso, é fundamental um trabalho de base bem feito, assim como um intercâmbio com as grandes potências da modalidade, tanto para o desenvolvimento dos cavalos como para cavaleiros e juízes.
Rev.Hippus- 4.96
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